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Blog – Artes & Design

  1. Bonsai
  2. Shou Sugi Ban
  3. Byobu
  4. Chouchin
  5. Chozubachi
  6. Gongos orientais
  7. Ikebana
  8. Ishi-toro
  9. Kintsugi
  10. Kumiko
  11. Mizuhiki
  12. Netsuke
  13. Ofurô
  14. Origami
  15. Oshiê
  16. Papel washi
  17. Shishi-odoshi
  18. Shodo
  19. Sinos de vento – Furin
  20. Sinos orientais – Bonsho
  21. Suikinkutsu
  22. Sumi-e
  23. Teru teru bozu
  24. Torii
  25. Yosegi-zaiku

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Blog – Costumes e tradições

  1. Cerimônia do chá na China
  2. Cerimônia do chá no Japão
  3. Daisugi
  4. Dança do dragão
  5. Dança do leão
  6. Dragão chinês
  7. Dragão coreano
  8. Dragão japonês
  9. Dragões
  10. Ema
  11. Exército de terracota
  12. Flor de lótus
  13. Gueixas
  14. Samurais
  15. Tsuru
  16. Tsuyu
  17. Wabi-sabi

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SHOU SUGI BAN

A carbonização da madeira não é um conceito novo. Os humanos começaram a modificar a madeira com fogo por volta de 400.000 anos atrás. Além do endurecimento básico do fogo, os humanos modernos queimavam rotineiramente o fundo dos barcos e postes de cercas para evitar apodrecimento e aumentar a longevidade. O fogo era tradicionalmente usado para dobrar madeira na Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Suécia e Japão para a construção de barcos.

Saga Toriimoto – área preservada perto de Kyoto. Estrutura mantida por quase 400 anos.

O yakisugi (que significa “cedro queimado”), ou shou sugi ban, é originário do Japão. Teve o seu desenvolvimento acentuado a partir do século XVIII, na região do mar de Seto, bem como em Naoshima, Seto e Setouchi. Também podemos ver exemplos dessa técnica em casas de chá e outras casas típicas nos velhos bairros de Kyoto ou Nara. As paredes em yakisugi ainda hoje são muito presente nessas ilhas.

O ocidente conhece essa madeira carbonizada como shou sugi ban, mas no Japão é chamada de yakisugi, yakisugi-ita ou yakiita.

Pesquisadores da Universidade de Tóquio descobriram que o registro escrito mais antigo da palavra “yakisugi” é de um dicionário publicado apenas em 1930, evidência convincente de que “yakisugi” é um termo relativamente novo. Se shou sugi ban era conhecido por outros nomes no passado, esses nomes mais antigos podem ter se perdido na antiguidade.

Antes de 1970, o shou sugi ban tinha a reputação de ser um material de construção para pobres, instalado em armazéns, em zonas industriais e em residências localizadas em áreas de difícil visibilidade para os transeuntes. Hoje, o shou sugi ban está sendo usado em espaços modernos e sofisticados. 

O shou sugi ban foi desenvolvido em algum momento entre 1603 e 1868, durante o período Edo. Foi durante esse período de unificação que o Japão experimentou um enorme boom populacional e um novo e rígido sistema de estratificação social foi implementado. Na década de 1750, Edo era provavelmente a cidade mais populosa do mundo. O degrau mais baixo da escala social era a classe mercantil, um grupo populoso no denso centro urbano de Edo. Eles construíram e ocuparam machiya, casas tradicionais de madeira, e armazenaram seus produtos em armazéns conhecidos como kura. Além de ser o novo centro de poder político e a meca cultural do Japão, o denso centro urbano de Edo estava repleto dessas tradicionais casas de madeira.

Suscetíveis à tragédia das chamas, cerca de 1.800 incêndios foram registrados nesse período – destruindo inúmeras estruturas e matando milhares de pessoas. Não é difícil imaginar que usar um material resistente ao fogo fosse uma prioridade, principalmente entre aqueles que não podiam construir com pedra ou estuque. Entra Shou Sugi Ban. No final do período Edo, muitos da classe mercantil acumularam considerável riqueza e status, apesar do rígido sistema de classes imposto a eles. A utilização do shou sugi em seus armazéns protegia seus bens e em suas casas protegia suas famílias.

No rastro da proteção ao fogo, as construções ganharam proteção contra umidade, ataque de insetos, ação de fungos e contra as intempéries e agressões do mar sempre muito próximo.

Um dos armazéns mais antigos de Shodishima. Embora a estrutura tenha sido construída há 100 anos, a idade do revestimento shou sugi ban é desconhecida.

A madeira carbonizada que protegia essas estruturas diminuiu em popularidade à medida que a população começou a adotar novos materiais e outras tecnologias se tornaram mais acessíveis. Shou sugi ban recuperou popularidade no Japão na década de 1970, dando origem a fábricas especializadas na fabricação em larga escala de shou sugi ban. Arquitetos como Yoshifumi Nakamura são internacionalmente conhecidos por projetos com madeira carbonizada e reforçaram sua popularidade realizando exposições e oficinas especiais em todo o mundo, demonstrando técnicas tradicionais de fabricação e experimentando diferentes espécies de madeira.

O processo:

Inicialmente, o processo consistia na queima da camada externa da madeira com o uso de fogueiras, contudo, atualmente, provoca-se a carbonização das tábuas com o auxílio de um maçarico.

Método tradicional:

A madeira utilizada originalmente é a sugi, conhecida como cedro japonês. Mas, na verdade, o nome científico desta espécie endémica do Japão é Cryptomeria japonica, portanto é um cipreste.

O cedro funciona melhor para a aplicação do shou sugi por causa de suas propriedades químicas naturais. É uma madeira mais leve e porosa e há um componente químico que faz com que funcione melhor para essa técnica. Pode-se, também, usar shou sugi ban em pinho, cicuta, bordo ou carvalho.

A madeira utilizada deve estar seca, cortada em tábuas compridas. O ideal é que a queima seja sempre feita na faixa externa do antigo tronco.

O processo de produção artesanal segue as etapas seguintes:

  • O método tradicional envolve o tratamento de três tábuas ao mesmo tempo, primeiro amarrando-as em forma de tubo triangular. Três pranchas são amarradas por uma corda ou por um arame, com uma cunha em cada canto, formando assim uma chaminé.
  • A chaminé é colocada por cima de uma fogueira, onde um chumaço de papel é aceso em sua base para acender o interior.
  • Uma fumaça branca aparece primeiro se a madeira não estiver completamente seca, é a água que evapora. A queima realmente começa quando a fumaça fica mais escura.
  • A chaminé queima durante vários minutos de um lado, depois é virada de baixo para cima para que a queima seja homogénea em toda a altura das tábuas, na parte interna.
  • No fim do tempo, as tábuas ainda em chamas são separadas e imersas em água para interromper a combustão.
  • Finalmente, as peças são armazenadas para secagem, antes de serem instaladas.

Produção moderna:

  1. Queima da madeira: Queime a superfície o suficiente para que ela coma a madeira. Quando a madeira começar a se separar, como você veria em um tronco em sua lareira, está feito. As fibras internas queimam mais lentamente do que as fibras da face, portanto, preste atenção especial às laterais da peça à medida que avança.
  2. Escovação: Após a queima, usando uma escova de aço padrão, remova todo o carvão criado pelo maçarico. Certifique-se de seguir a direção das fibras, escovando até que todo o pó de carvão tenha sido removido. O processo deve revelar uma cor rica, escura e preta acastanhada. Este é o ponto do processo em que a textura dos grãos é revelada. Uma mudança característica acontece na madeira, uma vez escovada, as fibras se abrem, tornando-se muito mais porosa.
  3. Limpeza: Use um compressor de ar ou um pano úmido para limpar a madeira. Um compressor de ar economiza tempo porque você não precisa esperar que a madeira seque. Se usar um pano úmido, limpe toda a peça e espere secar completamente.
  4. Proteção final: Termine com óleo fervido de cedro, mogno ou óleo de linhaça, com agentes de secagem adicionados para acelerar o processo. Depois que a peça estiver completamente seca, aplique cerca de um litro de óleo generosamente e trabalhe-o nas fibras com um pano. Deixe secar e, em seguida, aplique uma segunda camada em todos os pontos secos.

Considerações importantes:

  • As peças são carbonizadas de forma controlada. Dependendo do gosto ou da finalidade, ficam assim ou são escovadas.
  • A queima pode ser feita diretamente sobre a área já montada, uma parede, por exemplo. Mas, o ideal é tratar antes e instalar as peças já com todo o tratamento concluído, para que não fiquem de fora partes inacessíveis ao fogo, comprometendo a proteção desejada.
  • Evite acabamentos com vernizes ou outros tratamentos que impedirão ou dificultarão a manutenção periódica.
  • Cuidado com a ação dos maçaricos a gás, que geram imenso calor em áreas concentradas.
  • A escolha da madeira é crítica. As madeiras de células abertas funcionam melhor, pois durante o processo de carbonização a celulose mais externa é queimada, deixando para trás a lignina enegrecida. Dependendo do nível de carvão, isso pode criar uma pele tipo jacaré muito carbonizada na madeira.
  • Madeiras macias, estáveis ​​e naturalmente duráveis ​funcionam melhor.
  • Cuidado com madeiras muito macias, que podem carbonizar muito rapidamente, o que significa que se tornam quebradiças e a camada carbonizada se rompe facilmente. Por outro lado, madeiras mais duras demoram a queimar e podem se deformar quando expostas ao fogo por muito tempo.
  • É fundamental atingir um mínimo de 2 a 5 mm de carbonização, para criar uma “camada de desgaste” quando a madeira for exposta ao clima. Muitas madeiras duras não atingem a profundidade de carbonização necessária para proporcionar durabilidade de longa duração. Cuidado com a madeira dura carbonizada.
  • Uma carbonização de 2 mm durará no mínimo 5 anos, em uma utilização totalmente exposta. Devido à variabilidade dos fatores associados ao processo, certamente haverá resultados mistos. No entanto, o processo certamente tem uma longa vida útil, com exemplos japoneses de Shou Sugi Ban durando centenas de anos. A verdade é que ninguém sabe exatamente a durabilidade.
  • Quanto mais espessa a camada de carvão, mais tempo ela dura. É preciso encontrar um equilíbrio entre carbonizar a madeira para maximizar o desempenho e não carbonizá-la demais, para não causar rachaduras, deixando uma superfície muito macia e comprometendo a resistência mecânica.
  • A manutenção da profundidade de queima é crítica. Um carvão pesado durará mais do que um carvão leve, devido à forma como a madeira se desgasta quando exposta ao intemperismo. Quando exposta à chuva e aos raios UV, a madeira se desgasta lentamente, e é essa camada de carvão de sacrifício que se corrói, mantendo a cor preta do carvão, juntamente com seus benefícios de preservação.
  • Podem-se usar óleos para criar uma camada de carvão mais dura, que por sua vez reduza a descamação do revestimento e melhore a durabilidade da camada de carvão.
  • Escovar a madeira carbonizada geralmente cria uma aparência bonita que pode ser finalizada com um óleo natural. Este acabamento é mais adequado para interiores. Em ambientes externos será desgastada rapidamente.
  • Deve-se aplicar uma nova camada de óleo a cada 2 a 4 anos para preservar a integridade estrutural e estética da madeira. A regularidade depende da espécie de madeira usada.
  • Em sua essência, não é uma técnica para escurecimento da madeira, como muitos a utilizam. A técnica foi criada para proteger a madeira.
  • Em peças estruturais, recomenda-se que o dimensionamento considere uma redução da seção transversal em 0,7 a 1 cm para cada face exposta ao fogo, como forma de garantir uma seção totalmente íntegra. Naturalmente, são necessárias peças mais robustas do que as usuais não submetidas a fogo.

Características intrínsecas:

Composição:

A queima confere à madeira uma estrutura heterogênea. Quatro camadas podem ser distinguidas, de fora para dentro da peça:

  • carvão, carbono.
  • alcatrão.
  • madeira pirolisada.
  • madeira maciça, não atingida pelo calor.

Este método se distingue de outros tratamentos térmicos de madeira por torrefação ou retificação .Na verdade, esses métodos degradam a estrutura lenhosa da madeira e a tornam inadequada para o uso como madeira estrutural. Não é o caso da madeira queimada, uma vez que apenas a superfície é afetada pela combustão. A madeira maciça que compõe o resto da tábua mantém sua capacidade estrutural.

Resistência ao fogo:

A madeira queimada tem uma superfície composta por carvão. O carbono que a compõe tem uma mais fraca condutividade térmica, de 0,055 W/mK e, portanto, é muito mais lento para inflamar do que a madeira não queimada com uma condutividade térmica de 0,36 W/mK. Um estudo da Associação Kansai para a Pesquisa em Habitação Tradicional, no Japão, descobriu que uma casa tradicional (machiya) revestida de madeira queimada leva mais tempo para pegar fogo do que uma fachada com revestimento de madeira não tratada. A temperatura da fachada em shou-sugi-ban aumenta mais lentamente do que as outras e é mantida em um grau mais baixo quando se incendeia.

A madeira carbonizada serve como retardante do fogo, pois não possui os óleos necessários para acender uma chama. Surge, então, como uma opção atraente na preservação contra incêndios em construções de madeira.

Resistência a insetos xilófagos:

A superfície de carbono não tem valor nutricional para os insetos xilófagos. A camada de madeira pirolisada dificilmente contém qualquer celulose ou hemicelulose e, portanto, também tem muito pouco valor nutritivo.

Resistência a fungos lignolíticos:

Os fungos comedores de madeira têm a capacidade de digerir os componentes que garantem a rigidez estrutural da madeira: lignina e celulose. Eles prosperam quando se beneficiam desta fonte de nutrientes, bem como de umidade e calor suficientes. A superfície de carvão vegetal da madeira queimada não contém nutrientes para fungos e, portanto, está protegida. Por outro lado, o resto não queimado da tábua deve ser protegido de fungos por uma implantação estratégica: a instalação escolhida deve permitir o escoamento da água para evitar a estagnação e garantir uma boa ventilação das tábuas.

Interesse ecológico:

O yakisugi desperta um interesse renovado em projetos arquitetônicos que visam a alta qualidade ambiental. Deste ponto de vista, a técnica tradicional apresenta várias vantagens:

  • nenhum uso de produtos químicos sintéticos. Apenas alguns óleos naturais são usados, às vezes.
  • nenhum material específico a ser implementado.
  • nenhum uso de fonte de energia adicional, como gás.

No caso da produção industrial, essas vantagens podem desaparecer rapidamente. Na verdade, muitas empresas oferecem acabamentos com produtos sintéticos (corantes, tintas, vernizes, ou resinas). Esta utilização pode ter uma finalidade estética (dar uma cor que a madeira não tem naturalmente, alterar a sua textura) ou prática (prolongar a vida da madeira), mas tem impacto no meio ambiente. Também exigirá que o usuário faça a manutenção regular da madeira, o que não é necessário para madeira queimada não tratada.

Estética:

A madeira queimada original tem cor preta carvão. A sua superfície apresenta uma textura escamosa mais ou menos espessa e densa. Cor e textura podem ser facilmente combinadas com outros materiais, de forma a obter um design mais contemporâneo.

Vários parâmetros podem ser modificados de acordo com a aparência final desejada: temperatura e duração da queima, método de queima, espécie de madeira utilizada e tratamento de superfície (escovação, óleo, verniz, etc.).

Envelhecimento:

Uma vez instalada e sujeita aos caprichos do clima, a madeira queimada muda de aparência. Este processo é normal e deve ser levado em consideração no planejamento da instalação deste material. O envelhecimento é mais ou menos longo e homogêneo, dependendo do método de queima, da qualidade, do tipo de instalação e da orientação da fachada.

Podemos distinguir várias etapas do envelhecimento do material quando ele não é tratado:

  • pátina da camada de carvão, aparência de reflexos azulados, amarelos e brancos.
  • lavagem mais ou menos regular da camada de carbono friável.
  • aparência de anéis de madeira e madeira não carbonizada.

Quando a madeira queimada é tratada, é necessário planejar uma manutenção regular, como se faria com uma madeira tradicional.

Aspecto cultural:

Historicamente, o yakisugi está ligado à estética japonesa do wabi-sabi, fruto de diversos processos naturais, não possuindo um aspeto geométrico controlado. Com o tempo, assume uma pátina e essa mudança de aparência é percebida positivamente pelas pessoas que a confrontam. O espírito wabi-sabi significa aceitar a superfície imperfeita do material, o desaparecimento gradual e irregular do carbono de sua superfície e a ideia de que não se pode prever com antecedência como o material ficará num mês, num ano ou num século.

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APARTAMENTOS QUQURI

Os apartamentos Ququri oferecem apenas 4,64 m² de espaço útil, mas com preços tão baixos, é tudo o que algumas pessoas precisam em Tóquio. Em grego, “Ququri” significa “casulo”.

Os apartamentos japoneses, aos olhos da comunidade internacional, são notoriamente pequenos. É tudo relativo, no entanto. O que pode parecer um pequeno espaço residencial para os padrões ocidentais, pode parecer muito espaçoso para muitas pessoas que vivem no Japão. Claro, há apartamentos que os japoneses também acham pequenos, só que, comparados com outros países, os apartamentos pequenos do Japão são absolutamente minúsculos.

A imobiliária japonesa Spilytus administra a linha de apartamentos Ququri e, mesmo no Japão, é difícil encontrar um quarto muito mais aconchegante do que esses.

Como a maioria dos apartamentos no Japão, as unidades do Ququri são medidas em jo, uma unidade de área japonesa que é igual ao tamanho de um tatami. Todos os apartamentos do Ququri oferecem apenas três jo de espaço no estúdio (4,64 m²), ou seja, na área de convivência, excluída a circulação, banheiro e cozinha.

Têm uma composição típica de um mini loft e, na maioria das vezes, o espaço superior é usado pelos residentes como seu espaço para dormir, que costumam optar por colocar um futon ou colchão compacto, o que lhes permite que usem o espaço real do chão para móveis que não sejam para dormir.

Cada apartamento tem máquina de lavar interna, ao contrário de muitos micro apartamentos no Japão, onde a máquina é colocada do lado de fora. Outros luxos não encontrados em todos os minúsculos apartamentos japoneses: cozinha e banheiro privativo com chuveiro.

Mesmo assim, praticamente todos os 1.200 quartos do Ququri, divididos em vários edifícios ao redor de Tóquio, estão alugados. Eles são especialmente populares entre pessoas na faixa dos 20 e 30 anos, que representam cerca de 90% dos inquilinos. A maioria dos residentes é de solteiros. Tornaram-se populares especialmente por causa da localização, uma vez que Ququri oferece apartamentos perto de alguns dos bairros mais movimentados do centro de Tóquio, como Shinjuku, Shibuya, Ebisu e Nakameguro.

Estes apartamentos minúsculos não só fornecem acesso a eventos culturais e de entretenimento, mas também são próximos a importantes centros ferroviários, tornando o trajeto curto e fácil para escritórios e escolas na cidade (Spilytus estima que cerca de 60% dos residentes são trabalhadores de escritório e outros 30% estudantes).

Outra vantagem é o baixo custo. Dependendo da localização, o aluguel pode custar 50.000 ienes por mês, e mesmo em seus bairros mais caros, custa cerca de 80.000 ienes ou mais. Além disso, há o fato de que o Ququri não cobra nenhuma luva ou taxas de pré-mudança, que podem facilmente custar até quatro meses de aluguel em muitos apartamentos no Japão. Também não há taxa de renovação de aluguel (que no Japão, geralmente, é igual ao aluguel de um mês inteiro, pago uma vez a cada dois anos). E o serviço de Internet é fornecido gratuitamente. Curiosamente, cerca de 40% dos residentes de Ququri são mulheres.

Spilytus relata grande satisfação entre os residentes de Ququri, muitos dos quais se adaptam rapidamente ao tamanho de suas casas.

Obviamente, um adequado nível de compromisso com um estilo de vida minimalista é necessário. Se você é o tipo de pessoa que precisa de muito espaço, algumas dessas condições de vida provavelmente se parecem mais com uma cela do que com um apartamento. Mas para quem quer viver sem desperdício de espaço, em um ambiente altamente personalizado e aconchegante, o Ququri parece ter o tamanho apropriado.

Fonte principal: Coisas do Japão

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FUSUMA

Na arquitetura japonesa, fusuma são painéis retangulares verticais que podem deslizar de um lado para o outro para redefinir os espaços dentro de uma sala ou atuar como portas. Eles normalmente medem cerca de 90 cm (3,0 pés) de largura por 180 cm (5’11”) de altura, o mesmo tamanho de um tapete de tatame e têm dois ou três centímetros de espessura. As alturas do fusuma aumentaram nos últimos anos devido a um aumento na altura média da população japonesa, e uma altura de 190 centímetros (6,2 pés) agora é comum. Em construções mais antigas, eles têm apenas 170 cm (5’7”) de altura. Eles consistem em uma treliça, como estrutura inferior de madeira coberta com papelão e uma camada de papel ou tecido em ambos os lados. Normalmente têm uma borda de laca preta e uma lingueta redonda.

Historicamente, os fusuma foram pintados, muitas vezes com cenas da natureza, como montanhas, florestas ou animais. Hoje, muitos apresentam papel simples de amora ou têm gráficos impressos industrialmente de leques, folhas de outono, flores de cerejeira, árvores ou gráficos geométricos. Padrões para crianças com personagens populares também podem ser adquiridos.

Ambos fusuma e shōji (divisórias de papel transparente e translúcido – veja post específico) correm sobre trilhos de madeira na parte superior e inferior. O trilho superior é chamado de “kamoi”(lugar do pato) e o inferior é chamado de “shikii”. Tradicionalmente, eles eram encerados, mas hoje em dia costumam ter uma faixa de lubrificação de vinil para facilitar o movimento do fusuma e shōji.

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GENKAN

O Genkan é a área de entrada tradicional para casas e prédios japoneses, constituída de uma varanda ou uma sala, com um tapete onde se devem retirar os sapatos. A função principal do genkan é evitar que as sujeiras da rua que ficaram no sapato entrem na casa, ou qualquer edifício.

O genkan é geralmente construído em desnível com o piso da casa para conter as sujeiras vindas da rua. Depois de retirado, os sapatos são geralmente dispostos com a frente virada para a porta, para serem calçados mais facilmente na hora de sair, e calça-se outro sapato, uwabaki, chinelo ou surippa, para andar nos ambientes interiores do edifício. Normalmente, também se evita pisar no genkan descalço ou de meias.

O genkan é encontrado em vários prédios japoneses, incluindo escolas, edifícios governamentais, alguns restaurantes tradicionais, edifícios com tatame e empresas construídas em estilo antigo. Nas escolas, o genkan é equipado com armários onde os estudantes guardam sapatos com que vieram e calçam outros para andarem dentro do edifício.

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JARDIM JAPONÊS

Um jardim japonês (nihon teien) é parte integrante da tradição nas casas do Japão, nas proximidades de parques nas cidades, em templos budistas ou xintoístas e locais históricos, tais como antigos castelos. São jardins tradicionais que criam paisagens em idealizada miniatura, muitas vezes em um ambiente altamente abstrato e em uma forma estilizada.

Muitos dos mais famosos jardins japoneses do Ocidente, e também no próprio Japão, são os jardins Zen. Como a tradição da cerimônia do chá, os jardins japoneses constituíram uma característica bem peculiar, uma reminiscência do Japão feudal.

Os jardins japoneses se caracterizam não só por sua beleza e por se assemelharem a uma verdadeira paisagem em miniatura como também por sua harmonia e serenidade. Inspirados na estética dos jardins chineses, esses jardins eram criados especialmente para promover a meditação e a contemplação, pois trazem muita paz e uma forte conexão espiritual.

Muitas vezes, esses jardins são concebidos em espaços limitados e, por este motivo, os materiais usados e os elementos que o compõem são de suma importância. Há também os jardins criados pela nobreza que tinham a finalidade de recreação. Enfim, toda a composição do jardim depende do objetivo do criador, abrindo assim muitas possibilidades de estilo.

Os jardins japoneses são muitas vezes parte dos mosteiros budistas e santuários xintoístas e, portanto, profundamente enraizados na religião. A importância da natureza em crenças xintoístas se assemelha a elementos do jardim, como lagos, árvores e pedras: elementos budistas incluem montanhas, agrupamentos de pedra e mares.

Semelhante ao Bonsai, muitos elementos de jardins japoneses provavelmente foram importados da China e da Coréia durante o período Asuka (538-710 d.C.). Durante o período Heian (794-1185 d.C.) muitos padrões para a jardinagem japonesa contemporânea foram estabelecidos.

Os jardins são normalmente estabelecidos em torno de uma estrutura arquitetônica (como uma casa, templo ou pavilhão de chá) de onde o ambiente pode ser apreciado simplesmente abrindo, deslizando, as portas de papel. Deste modo, o interior flui livremente para o exterior. Além de uma estrutura principal, vários elementos podem ser vistos na maioria dos jardins:

  • Água (mizu), muitas vezes sob a forma de um lago, lagoa ou riacho, ou outro, de forma simbólica (como chão de areia grossa revolvido com ancinho).
  • Rochas (ishi), solitárias ou colocadas em grupos, estão profundamente enraizadas nas crenças xintoístas.
  • Ilhas, dependendo do tamanho do jardim, estas podem variar de uma única rocha a ilhas reais. Nos jardins de paisagem secos, rochas são usadas para representar ilhas.
  • Cenário emprestado (shakkei), usando montanhas circundantes no projeto do jardim.
  • Areia ou seixos, aplicados para fazer os solos hospitaleiros aos espíritos.
  • Pontes, pontes de madeira ou de pedra ou caminho de pedras para atravessar águas.
  • Árvores, muitas vezes variantes de pinheiros muito antigos que retratam ancestralidade.
  • Cercas ou paredes para delimitar o recinto.
  • Ornamentos (tenkebutsu), como lanternas de pedra e bacias podem ser encontrados em muitos tamanhos e formas.
  • Cachoeiras, sejam em cascatas únicas, múltiplas ou representadas em paisagens secas por pedras.

Estilos de jardim:

  • Karesansui significa jardim de paisagem seco, é influenciado fortemente pelo Zen-budismo. Areia e rochas cuidadosamente arranjadas representam lagoas, córregos, ilhas e montanhas.
  • Kaiyu-shiki (jardins de caminho) foram concebidos para desfrutar de um caminho em torno do jardim.
  • Kanshoh (jardins de sentar), centrados em torno de uma residência dos quais a área pode ser apreciada.

Quioto é o lar de um número excepcionalmente grande de jardins japoneses, com destaques incluindo Ginkaku-ji, Konchi-in, Kennin-ji e Ninna-ji. Intimamente relacionados à jardinagem japonesa estão a poesia, a literatura e as cerimônias do chá.

Significados:

  1. Água (cascata, lagos e riachos):

Em um jardim japonês, a água está sempre presente e pode ser encontrada na forma de lagos, riachos e cascatas. Ela simboliza o ciclo da vida, do nascimento à morte. Muitas vezes, notamos a presença de carpas e elas também têm um significado especial: simbolizam sorte, prosperidade e persistência, devido à sua incrível habilidade de nadar contra a correnteza.

Ao criar uma cascata ou lago artificial é comum as pessoas se orientarem em relação ao sol já que ele é determinante para que os elementos escolhidos possam ser refletidos na água. Em jardins secos, a água é simbolizada através de cascalhos, areias ou pedras menores.

  1. Pedras, cascalho e areia:

Desde os tempos antigos, as pedras têm desempenhado um papel importante na cultura japonesa. No Xintoísmo, pedras grandes são adoradas como kami (divindade), enquanto que o cascalho era usado para designar terras sagradas em alguns santuários.

Pedras grandes podem ser usadas para representar ilhas, montanhas e colinas, onde os visitantes podem subir e admirar a vista panorâmica de todo o jardim. Pedras menores e cascalho são usados para fazer caminhos que representam a evolução do ser humano ao longo da vida ou podem ser usadas para representar lagoas, riachos, cascatas e até mares.

Pedras simbolizam resistência e por este motivo em alguns jardins japoneses podemos encontrar duas pedras de diferentes tamanhos representando o homem e a mulher. Rochas e pedras, assim como cascalho e areia, têm uma grande importância na cultura japonesa e compõem um dos elementos mais importantes na concepção de um jardim japonês.

  1. Lanternas:

Com o advento da cerimônia do chá, a lanterna tornou-se um elemento importante no design de um jardim japonês. Originalmente destinado para iluminar os caminhos e orientar os visitantes durante as comemorações noturnas, sua luz é considerada como a luz do conhecimento, iluminando a mente e limpando as nuvens de ignorância de quem caminha pelo jardim.

A principal lanterna usada é o Toro, também chamada de Yukimi-gata ou Ishidoro. São esculpidas em pedra e podem ter várias formas e tamanhos. São colocadas em locais cuidadosamente selecionados como ao lado de edifícios importantes, nas laterais de uma ponte e fazem um interessante contraste com os demais componentes naturais do jardim.

A lanterna de pedra consiste em cinco partes que representam os cinco elementos da cosmologia budista. A parte inferior que toca o chão representa a terra; a próxima seção representa a água; a luz representa o fogo, e a parte superior da lanterna que lembra um chapéu e a bolinha voltada para o céu, representam o ar e o espírito (alma).

  1. Pontes

As pontes normalmente são locais privilegiados em um jardim japonês, onde se pode relaxar, apreciar a beleza da paisagem, ver as carpas que nadam suavemente no lago e apreciar a suavidade da brisa. As pontes podem ser construídas de madeira, bambu, terra ou pedra. Também podem ser planas, em ziguezague, arredondadas ou levemente arqueadas.

As pontes podem apresentar-se sem pintura (ao natural) ou podem ser pintadas de vermelho, seguindo a tradição chinesa. Eles servem para atravessar lagos ou para chegar até uma ilha ou até mesmo leitos secos decorados com pedras. Além da estética tradicional e da harmonia com a natureza circundante, a ponte simboliza a transição do mortal para o sagrado.

  1. Plantas:

Os japoneses tem uma capacidade natural para interpretar o charme das plantas e flores, a fim de expressar as suas alegrias e dores. Sua comunhão com a natureza manifesta-se através de um simbolismo elaborado e as plantas são normalmente associadas com pensamentos em movimento e as formas de vida universais, além de trazer cor, vida, paz e aconchego.

O cuidado, a delicadeza no manejo e o seu interesse por esse tipo de arte tornou-se uma verdadeira paixão entre os japoneses. A forma como cuidam das plantas, moldando-as para dar origem a uma infinidade de formas lembra muito a forma de se cuidar de um bonsai. Além dos arbustos, algumas árvores são muito comuns em jardins japoneses tais como maple (acer), carvalho, bambu, cereja, e azaleias.

Nada em um jardim japonês está lá por acaso. Cada elemento cumpre sua função, seja como decoração ou por algum significado maior. Diferentes árvores, arbustos e flores são combinados como se fizessem parte de uma pintura. As flores são escolhidas com base em suas estações de floração. Além disso, algumas plantas, como o lótus e o pinheiro, tem significado sagrado.

O simbolismo da flor de lótus está na sua capacidade de enfrentar a escuridão e florescer tão limpa, imaculada e formosa. Já o pinheiro japonês é um símbolo da eternidade. Cerejeiras (Sakura) e ameixeiras (Ume) são símbolos da transitoriedade e da fragilidade da vida. Plantas sazonais ajudam a destacar o fluxo do tempo e a mudança interminável de estações.

Jardins de pedra:

Os jardins de pedra japoneses tornaram-se conhecidos no Ocidente como jardins Zen. O termo provavelmente foi usado pela primeira vez em 1935 pela escritora norte-americana Loraine Kuck em seu livro “100 Gardens of Kyoto” e, desde então, recebeu uma denominação em japonês (zen niwa). O termo jardins zen também foi adotado para jardins mais naturais que utilizam o estilo japonês.

Um jardim de pedras japonês (Karesansui), ou jardim Zen, é um campo raso contendo areia, cascalho, pedras e muitas vezes grama ou outros elementos naturais. Os principais elementos de um karesansui são pedras e areia, com o mar simbolizado não por água, mas por areia revolvida em desenhos que sugerem ondulações na água. As plantas são pouco importantes (e às vezes inexistentes) em muitos jardins karesansui. Muitas vezes, mas não sempre, os jardins saresansui são projetados para serem vistos de uma única perspectiva e as rochas são muitas vezes associadas com montanhas chinesas, recebendo seus nomes daí.

O jardim karesansui no Templo Ryōan-ji:

Existe um famoso jardim de pedras japonês no Templo Ryōan-ji em Kioto. Ryoanji é um templo que pertence à escola Myoshinji da Escola Rinzai de Zen, famosa por seus jardins Zen.

O jardim foi construído no estilo karesansui. Ele mede 30 metros na direção leste-oeste e dez metros na direção norte-sul. Não há árvores, apenas 15 rochas de formatos irregulares e tamanhos variáveis, algumas das quais, circundadas por musgos e organizadas em um leito de cascalho branco revolvido diariamente.

As pedras de vários tamanhos estão organizadas sobre pequenos seixos brancos e divididas em cinco grupos constituídos de cinco, dois, três, dois e três pedras. As 15 pedras existentes no jardim estão espalhadas de maneira que os visitantes só possam ver 14 delas por vez a partir de qualquer ângulo em que se olhe. De acordo com a lenda, apenas quando alguém obtém iluminação espiritual, como resultado de uma meditação Zen profunda, consegue ver a última pedra com seu olho do meio.

O jardim não é atribuído a nenhum autor em particular, ainda que se acredite que um artista chamado Soami (1480-1525), juntamente com Daisen-in, tenha desenhado e disposto o jardim. No entanto, os arquivos do templo são contraditórios, indicam mais alguns envolvidos e nas costas de uma das quinze pedras estão escritos os nomes de Kotaro e Hikojiro, que podem ser dois dos trabalhadores responsáveis pela atual construção.

Houve muitas tentativas de explicar a organização dos jardins Zen. Algumas delas são:

  • O cascalho representa o oceano e as pedras, as ilhas do Japão;
  • As pedras representam a mãe tigre com seus filhotes nadando em direção a um dragão;
  • As pedras formam parte do kanji para coração ou mente.

Fontes: japaoemfoco.com, Bonsai Empire e Wikepedia

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KAKEMONO

Pergaminhos japoneses de parede

O Kakemono (ou Kakejiku), tradicional no Japão, tem o formato de um pergaminho. É uma verdadeira expressão da arte e faz parte da decoração ornamental de uma casa japonesa, assim como o Ikebana. Geralmente tem o formato vertical, feito totalmente de maneira artesanal, com papel de seda ou tecido e emoldurado com papel brocado. Alguns podem até ser feitos com fios de ouro ou pedras preciosas. Desta maneira, o preço é bastante variável, podendo chegar a milhões de ienes.

Todo bom descendente de japonês dever ter um kakemono em alguma parede de sua casa, como decoração.

Os pergaminhos Kakemono podem conter uma figura (animais, flores, paisagens, personagens da cultura japonesa ou do folclore japonês) ou então uma caligrafia, como um provérbio ou uma poesia. Todos possuem uma expressão artística, independentemente do seu valor.

História do Kakemono:

Período Heian (794 – 1192):

O primeiro Kakejiku foi trazido da China, por missionários budistas que realizavam pinturas em pergaminhos para divulgar a sua religião. Depois que o budismo foi introduzido no Japão, o estilo kakemono suspenso, passou a ser difundido.

Período Momoyama (1573 – 1600):

Dois grandes soberanos representam este período: Oda Nobuganga e Toyotomi Hideyoshi. Eles gostavam de realizar a cerimônia do chá (Chanoyu) em uma sala especial chamada “Tokonoma“. Essa sala era considerada o espaço que liga a arte e a vida cotidiana e era onde ficava a maioria das artes, incluindo os pergaminhos.

O principal objetivo do Kakemono é dar boas vindas aos visitantes da casa, assim como o Ikebana é responsável pela harmonia do ambiente.

As técnicas de pintura e de montagem do Kakejiku também foram se desenvolvendo e foram criadas diversas figuras e poemas, provenientes de vários artistas.

Período Edo (1603 – 1868):

Esse período no Japão foi bem pacífico e isso contribuiu para o surgimento de muitos pintores. O Kakejiku começou a se popularizar entre o povo e já não eram apenas os soberanos que os tinham em suas casas. Nessa época começaram a ocorrer competições entre os pintores.

Após o Período Meiji (1868  ~):

Com as competições, os pintores aprofundaram suas técnicas e ganharam mais liberdade de expressão, aumentando a variedade de desenhos e manuscritos com provérbios. Cada autor marca sua obra com seu Hankō (inkan), que é a forma usada para assinar no Japão.

As obras se popularizaram de vez após a Segunda Guerra Mundial, se tornando item obrigatório nas residências japonesas por todo o país. Os mais belos pergaminhos foram feitos a partir dessa data e no Japão são comuns muitos colecionadores de Kakejiku, que possuem pergaminhos seculares e de inestimável valor.

Algumas famílias também possuem Kakejiku herdados dos seus ancestrais e que são repassados através das gerações.

Cuidados que se deve ter com o kakejiku:

Como qualquer obra de arte, existem alguns cuidados que se devem ter com o painel japonês. O ambiente em que ele ficar, não deve estar muito úmido e nem muito seco. Os japoneses não costumam deixá-los na parede por muito tempo. De vez em quando é preciso guardá-los na sua caixa especial, o “kiribako”.

O Kiribako, geralmente é feito de madeira especial que mantém a umidade constante e protege o pergaminho contra a corrosão.

Nas duas extremidades da barra de rolagem do Kakejiku, é comum encontrar “Fuchin”, que são pingentes que servem para dar peso ao pergaminho. O Kakejiku, geralmente é bastante leve e o “Fuchin” serve para manter o equilíbrio, evitando que o painel fique balançando por causa do vento.

Fonte principal: japaoemfoco.com

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